MARCELO S. CAMARGO/FRAME/
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Kassab age e PSD anuncia apoio a Chinaglia

Ministro e presidente licenciado da sigla costura adesão da bancada de 37 deputados à candidatura de petista na Câmara

Ricardo Della Coletta e Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

22 de janeiro de 2015 | 21h57


Brasília - O PSD anunciou nesta quinta-feira, 22, apoio à candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) na disputa pela presidência da Câmara. A adesão do partido foi costurada pelo ministro Gilberto Kassab, presidente licenciado do PSD. 

O movimento é resultado de uma força-tarefa liderada pelo Palácio do Planalto para que os partidos contemplados com ministérios no 2º mandato apoiem o petista, candidato preferencial do governo, contra o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ). 

Nos últimos dias, Kassab, que comanda um orçamento de cerca de R$ 32,2 bilhões na pasta das Cidades e articula a refundação do Partido Liberal (PL), colocou-se como um dos principais articuladores da campanha de Chinaglia. As movimentações do ministro têm irritado a cúpula do PMDB, que o acusa de assediar parlamentares da legenda propondo a migração para o novo partido com o objetivo de enfraquecer o poder dos peemedebistas no Legislativo. 

Kassab foi um dos que pressionaram a direção do PRB a reavaliar o apoio já declarado em dezembro a Cunha. Além do mais, ele tem pedido votos para o petista em encontros com parlamentares. 

Nesta quinta, o novo líder da bancada do PSD, deputado eleito Rogério Rosso (DF), negou, porém, que Kassab estivesse interferindo no pleito. “O ministro é o presidente licenciado do PSD e está absolutamente focado nas atividades do ministério das Cidades”, afirmou Rosso. “O PSD integra a base de apoio da presidente Dilma e, portanto (o apoio formal a Chinaglia) , é uma questão bem natural.” 

Bloco. Os 37 deputados eleitos pelo PSD devem se integrar a um bloco parlamentar formado a princípio por PT, PROS e PC do B, segundo informou Rosso. Com uma Câmara fragmentada em 28 partidos, as siglas planejam se unir em blocos para poderem ocupar o comando de comissões na Casa, algo definido pelo critério da proporcionalidade. 

Nesse cenário, o acordo para o embarque do PSD envolveu a garantia de que o partido receberá funções de destaque na próxima legislatura. 

Juntos, esses quatro partidos somam 127 parlamentares, mas o número pode variar uma vez que o PDT ainda negocia sua entrada no grupo. 

Apelo. Diante da atuação do Planalto para desidratar Cunha, o presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, divulgou uma nota na qual faz um apelo para que o PSDB embarque na candidatura de Cunha já no 1º turno. Para ele, a manutenção da candidatura do líder do PSB, Júlio Delgado (MG) - visto como o “azarão” da disputa - serve como linha auxiliar do petista.Com 54 deputados eleitos, o PSDB decidiu apoiar Delgado. Num eventual 2ºturno entre Chinaglia e Cunha, a tendência é que maioria da bancada tucana migre para o peemedebista. 

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