Kassab afirma que Dilma convidou PSD para ministério

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), afirmou nesta terça-feira que a presidente Dilma Rousseff convidou o partido a fazer parte da base aliada do governo federal e ocupar um ministério. A confirmação do convite foi feita em reunião fechada da executiva do partido em Brasília. O PSD abriu um processo de consultas para decidir sobre o apoio ao governo Dilma e a sua eventual reeleição em 2014.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

27 de novembro de 2012 | 16h53

Na reunião, Kassab afirmou que a presidente chegou a oferecer mais de uma opção de ministério. Ele não detalhou, porém, quais seriam as pastas que poderiam fazer parte da negociação, nem os nomes cogitados. O prefeito de São Paulo disse aos correligionários que avisou a presidente sobre a necessidade de fazer uma consulta ampla dentro do partido sobre este apoio antes de o PSD indicar algum nome para o governo.

A Executiva do partido, decidiu, então, abrir o processo de consultas, que Kassab vinha dizendo publicamente que aconteceria apenas no próximo ano. Não foi ainda fixada uma data para oficializar o apoio.

A proposta de adesão ao governo Dilma teve amplo apoio na Executiva. Apenas o senador Sérgio Petecão (AC) e o deputado Onofre Santo Agostini (SC) afirmaram que teriam dificuldade de fechar alianças regionais com o PT, ainda que concordassem com o acordo no âmbito federal. O deputado Armando Vergílio (GO) e o próprio Kassab garantiram que as alianças nos Estados serão discutidas caso a caso.

O prefeito de São Paulo avisou ainda aos correligionários que estará em Brasília toda semana, despachando na sede do partido. Reuniões da executiva acontecerão a cada 15 dias. O objetivo é minimizar as críticas de que as decisões têm sido tomadas de maneira individual por Kassab, que é presidente da legenda.

Antes da reunião da executiva, uma cerimônia na Câmara marcou a celebração de um ano da concessão do registro pela Justiça eleitoral ao PSD. Kassab e a vice-presidente da legenda, senadora Kátia Abreu (TO), fizeram discursos procurando já combater críticas sobre fisiologismo.

"Temos de dizer não à chantagem, ao fisiologismo barato que desaponta o povo brasileiro, independentemente de ser governo ou oposição, o que importa são os princípios", disse Kátia. "Não precisamos de espaço para nos acomodar. Temos projetos para sermos convidados pelos nossos talentos, convidados para dividir projetos, missões, um caminho para o País", afirmou a senadora.

"Nosso País não admite mais a prática do clientelismo e do fisiologismo. Quer posição clara. Não é ser governo e oposição, mas que tenha posições", corroborou Kassab.

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