Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Kassab acerta filiação de dois senadores e PSD fica com 2ª maior bancada

Com isso, sigla deve chegar a dez parlamentares, atrás apenas do MDB, com 13 parlamentares

Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2019 | 10h24

O ex-ministro e presidente do PSD, Gilberto Kassab, acertou nesta semana a filiação de mais dois senadores, o que deve tornar seu partido o segundo maior do Senado Federal, com dez parlamentares. Devem migrar para a sigla até a data da posse, marcada para sexta-feira, 1º, os senadores Nelsinho Trad (MS) e Lucas Barreto (AP) - ambos disputaram a eleição pelo PTB.

Além dos dois, o PSD já havia encaminhado também a filiação do senador Carlos Viana (MG), eleito pelo PHS. Com isso, o partido de Kassab saltou de sete senadores, após as eleições de outubro, para dez agora. Até o momento a sigla foi a que mais conseguiu aumentar seu tamanho entre outubro e o fim deste mês de janeiro.

O movimento coloca o PSD à frente do PSDB, do senador Tasso Jereissati (CE) e do governador de São Paulo, João Doria. Os tucanos elegeram oito parlamentes no Senado, mas não conseguiram atrair nenhum outro nome para o partido nesse mesmo período. À frente do PSD está apenas o MBD, que saiu das urnas com 12 senadores, mas conseguiu atrair mais um parlamentar, o senador Eduardo Gomes (TO), que disputou a eleição pelo Solidariedade.

A ofensiva do partido é parte de uma estratégia para que o PSD possa pleitear cargos mais importantes na Casa, como revelou o Estadão/Broadcast em dezembro. Com a segunda maior bancada, o partido de Kassab deve reivindicar a vice-presidência do Senado, que, na última legislatura, estava sob controle dos tucanos. 

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