Justiça vai confrontar assinaturas dos fiscais do Rio

A orientação do advogado Clóvis Sahione para que o fiscal Carlos Eduardo Pereira Ramos alterasse a caligrafia ao fornecer sua assinatura à Justiça, não impedirá a obtenção de padrões confiáveis para comparação com os registros de abertura de contas na Suíça. O juiz Lafredo Lisboa, da 3.ª Vara Federal Criminal, disse hoje que solicitará pareceres emitidos nos últimos meses por Ramos e pelos fiscais Rodrigo Silveirinha e Lúcio Manoel Picanço, também defendidos por Sahione.Acusados de participarem do desvio de US$ 33,4 milhões, os três apresentaram assinaturas à Justiça diferentes das que têm em seus documentos. "Vou mandar buscar os pareceres que eles deram nos últimos meses. Tudo será analisado em conjunto com os novos padrões", afirmou Lisboa ontem. Para o magistrado, o comportamento dos réus demonstra que ele estava certo ao pedir as prisões preventivas. "Eles estão dificultando a produção de provas. Se fazem isso presos, imagine o que não fariam se estivessem soltos."O caso será julgado preventivamente pelo Tribunal de Ética da seção fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) no dia 12, uma quinta-feira. Sahione poderá ser punido com suspensão de até três meses. Posteriormente, o tribunal julgará em definitivo o comportamento do advogado.Caso seja condenado, Sahione poderá sofrer desde uma censura até a exclusão dos quadros da OAB. Segundo a presidente em exercício da entidade, Carmen Fontenele, as assinaturas adulteradas dos fiscais serão acrescentadas ao processo como mais um instrumento de prova, assim como as imagens de televisão em que o advogado orienta Ramos a assinar de um jeito diferente.Veja o índice de notícias sobre a corrupção no Rio

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