Justiça suspende títulos de terras griladas por servidores do Incra

A Justiça Federal do Mato Grosso suspendeu a titulação de terras griladas por servidores afastados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Estado por determinação do Ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Julgmann. O juiz da 3ª Vara Federal César Bearsi acolheu pedido de suspensão de títulos definitivos das áreas em nome do ex-procurador do Incra e seus parentes, no município de Nova Mutum, a 260 quilômetros de Cuiabá. A ação de suspensão de titulação foi proposta pelo Incra no mês passado, depois que investigações internas, concluídas em abril, comprovaram que os procuradores Edson José Corrente e José Carlos Fialho Velho titularam de forma irregular em seus nomes e de parentes cerca de 18,5 mil hectares da União.De acordo com a sindicância aberta no Incra parte dessas terras estariam hoje em nome de outros fazendeiros, pessoas que compraram fatias das áreas dos procuradores. Pelo crime, ambos foram demitidos no mês passado "a bem do serviço público". Segundo o Diário Oficial da União, eles (os servidores do Incra) "usaram de seus cargos em benefício próprio".Com a decisão da Justiça, segundo o superintendente do Incra em Mato Grosso, Francisco José Nascimento, as 280 famílias que em dois anos já produziam para subsistência no lugar e que foram despejadas a pedido do procurador Edson José Corrente da área, devem retornar para o local e receber os títulos definitivos das áreas.

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