Justiça suspende prescrição de processo contra Maluf

A juíza Cynthia Thomé, da 6ª Vara da Fazenda Pública, suspendeu, nesta terça-feira, a prescrição de processo por atos de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito atribuídos ao ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) e seus familiares no caso Jersey - existência de contas em nome do pepebista na Suíça e no paraíso fiscal do Canal da Mancha.A decisão judicial tem efeito imediato e dá fôlego às investigações do Ministério Público.A prescrição ocorreria no dia 31 de dezembro, ou seja, cinco anos após o término do mandato de Maluf na Prefeitura (1993-1996). Agora, a partir daquela data, o prazo prescricional será reaberto por mais cinco anos.Acolhendo ação de protesto - por meio da qual o Ministério Público sustenta que Maluf possui depósitos "entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões" em Jersey -, a juíza mandou expedir mandados para cumprimento em 48 horas para que o ex-prefeito e seus familiares tomem "ciência formal de todos os termos da presente medida cautelar".Cynthia Thomé considera que "não há dúvida da presença do interesse público na conclusão da investigação; os fatos que estão sob investigação ocorreram durante período em que um dos investigados exercia cargo público, ocasião em que estava adstrito a satisfazer interesse do povo, que é indisponível".Ricardo Tosto, advogado de Maluf, disse estranhar a urgência da juíza, "uma vez que a prescrição só ocorreria ao final deste ano, e Maluf, longe de entravar, tem colaborado com a ação da Justiça".

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