Justiça suíça cobra de Maluf R$ 45 mil em taxas

Os tribunais suíços cobraram do ex-prefeito Paulo Maluf (PP), da família e dos advogados dele 20 mil francos suíços (cerca de R$ 45 mil) em taxas administrativas referentes aos processos conduzidos contra ele. Documentos do Tribunal Superior da Suíça indicam que as taxas foram cobradas em pelo menos três processos diferentes. A corte, porém, afirmou que não poderia revelar se Maluf teria pago ou não as contas. "Essa é uma informação confidencial", afirmou uma assessora do Tribunal, com sede em Lausanne, na Suíça. Os processos foram abertos no início do ano pelos advogados que representam Maluf e os familiares dele na Suíça, Paul Gully-Hart e Cedric Berger. O objetivo era impedir que as autoridades suíças enviassem os documentos bancários da família Maluf ao Brasil. O temor de que as informações chegassem ao Brasil tinha uma razão: os documentos explicitavam as movimentações bancárias do ex-prefeito e foram a base do indiciamento de Maluf feito pela Polícia Federal (PF) na terça-feira. O tribunal, porém, rejeitou os argumentos dos advogados de Maluf e autorizou o envio dos documentos em fevereiro. Para completar, cobrou taxas pelo trabalho dos advogados e funcionários federais.

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