Justiça suíça arquiva processo contra Maluf

A Justiça de Genebra decidiu arquivar o processo que estava conduzindo contra o ex-prefeito Paulo Maluf por ele ter usado os bancos suíços para a lavagem de dinheiro. A informação foi revelada à Agência Estado com exclusividade nesta quarta-feira pela Procuradoria de Genebra, que ainda assim faz questão de ressaltar: "Maluf possuiu contas com movimentações expressivas nos bancos suíços".A decisão da Justiça de Genebra foi tomada, segundo os suíços, porque não contaram com a "colaboração suficiente" por parte da Justiça brasileira no caso e que, portanto, não possuem informações para indiciar o ex-prefeito. Nesta quinta, porém, representantes da Prefeitura de São Paulo prometem recorrer contra o arquivamento. A notícia do arquivamento já havia chegado a São Paulo na última sexta-feira, o que precipitou uma viagem a Genebra do procurador-geral do município, Antônio Miguel Aith, e do assessor jurídico da Prefeitura, Luis Tarcísio Teixeira Ferreira. A viagem estava marcada para o fim de julho, mas foi antecipada para esta semana já que o prazo para apresentar a apelação vence nesta quinta. Por meio do advogado da Prefeitura de São Paulo em Genebra, Christian Grobet, o recurso será apresentado na Suíça até o fim do dia para salvar o processo.A estratégia agora consiste em manter o caso aberto, por meio da apelação. A Prefeitura ainda pedirá para ser parte civil no processo em Genebra, o que garantirá que os documentos também sejam enviados para um eventual processo civil contra Maluf no Brasil. Enquanto isso, o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual elaborariam documentos com as evidências dos crimes cometidos pelo ex-prefeito. Essas evidências então seriam enviadas aos suíços para que as investigações em Genebra ganhem novo ritmo e para que Maluf possa ser indiciado no país por lavagem de dinheiro.

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