Justiça seqüestra bens do ex-deputado Álvaro Lins

Chefe da Polícia Civil na gestão de Garotinho é acusado de ter adquirido bens 'incompatíveis' com sua renda

Andréia Sadi, do estadao.com.br

17 de novembro de 2008 | 14h01

A 15ª Vara de Fazenda Pública do Rio seqüestrou os bens do deputado cassado  Álvaro Lins (PMDB), no Rio de Janeiro. Lins, que foi chefe da Polícia Civil na gestão de de 2000 a 2006, nos governos de Anthony Garotinho e Rosinha Matheus, ambos do PMDB, está preso em Bangu 3. Ele foi indiciado pela Polícia Federal por formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e descaminho. Ele teria operado uma organização criminosa que usou a estrutura da Polícia Civil do Rio de Janeiro para cometer os crimes.   Segundo a decisão, assinada pela juíza Alessandra Cristina Peixoto, Lins teria adquirido bens "incompatíveis" com sua renda. "Com relação aos bens imóveis, afirma-se que o Sr Álvaro Lins teria adquirido apartamentos incompatíveis com o vencimento mensal de R$8.000,00, atribuindo a propriedade formal destes aos outros", diz um trecho da sentença.   A juíza questiona uma das propriedades do ex-parlamentar em nome de um parente. "Há outras operações questionadas, ainda. Impressionam, sobretudo, os indícios de que o Sr Álvaro Lins teria falseado a aquisição do imóvel situado na Rua 5 de Julho, atribuindo-a a Sra Maria Canali, avó de sua esposa Sissy".   O pedido foi feito pelo Ministério Público e investigou a evolução patrimonial do ex-deputado.   Lins foi preso no fim de maio durante a operação Segurança Pública S/A, da Polícia Federal (PF). Na ocasião, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de Garotinho, acusado de ter dado sustentação política à "organização criminosa" supostamente comandada por Lins. A prisão, porém, durou pouco - ele foi solto no dia seguinte, por decisão de colegas da assembléia (40 votos a 15), que a consideraram, na época, "ilegal".

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