Justiça revoga primeira prisão da Operação Titanic

Benefício foi concedido a Aldeni Silva por ela estar grávida de oito meses e já ter prestado informações à PF

Marcelo Auler, de O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2008 | 14h05

O juiz substituto da 1ª Vara Criminal Federal de Vitória, Pablo Coelho Charles Gomes assinou nesta quarta-feira, 9, a primeira revogação das prisões temporárias decretadas na Operação Titanic, e libertou a contadora Aldeni Avelar Portela Silva. O benefício foi concedido por ela estar grávida de oito meses e já ter prestado informações à Polícia Federal.   Na mesa do juiz Gomes, já há outros cinco pedidos de revogação das 22 prisões executadas na segunda-feira. Os pedidos são para o empresário Pedro Scopel; para o filho do governador de Roraima, Ivo Júnior Cassol, e seu primo Alessandro Cassol Zabott; para Eduardo Sayegh, dono da empresa canadense Global Business; e por fim para Alessandro Stockl.   O envolvimento do filho do governador de Rondônia, Ivo Cassol (PPS), com o grupo do empresário capixaba Adriano Mariano Scopel - preso na operação- foi ressaltado pelo juiz-substituto da 1ª Vara Federal Criminal, Pablo Coelho Charles Gomes, ao decretar a prisão temporária de Ivo Junior Cassol e de seu primo Alessandro Cassol Zabott.   Os dois chegaram na terça a Vitória, em avião da PF, junto com Rogério Moreira - filho de Mário Moreira, conselheiro do Tribunal de Contas do Espírito Santo, e empregado da TAG Importação e Exportação de Veículos em Porto Velho. A TAG, empresa de Adriano e de seu pai, Pedro Scopel, é pivô de um esquema de fraudes, segundo a Polícia Federal. O juiz Gomes decidiu pela prisão dos parentes do governador por encontrar "indícios do envolvimento de Ivo Junior e Alessandro com o grupo de Adriano e da obtenção de vantagens financeiras que este viabilizou em favor daqueles".

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