Justiça rejeita denúncia sobre morte do Toninho do PT

A Justiça não aceitou a denúncia do Ministério Público que apontava a quadrilha do seqüestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, como responsável pelo assassinato do prefeito Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, há seis anos. Para o juiz José Henrique Torres, presidente do Tribunal de Júri de Campinas, interior de São Paulo, o processo não apresenta provas cabais. A Promotoria de Justiça do Estado, em Campinas, já anunciou que vai recorrer amanhã da decisão, ao Tribunal de Justiça de São Paulo. "Essa decisão é um manifesto à impunidade, é antidemocrática porque subtrai do júri popular, do povo de Campinas, a possibilidade de olhar para este caso. E é ilegal porque exigiu que acrescentássemos provas cabais, enquanto o Código Penal fala de indício de autoria", afirmou o promotor Fernando Vianna. "É uma decisão conservadora, anacrônica, que desconstrói as provas que produzimos. Estou indignado."Com a impronúncia da Justiça, a polícia deve retomar as investigações do caso. Hoje, a viúva de Toninho, a psicóloga Roseana Garcia, comemorou a decisão do juiz. "Ele (Torres) foi corajoso. E a gente fez um apelo ao Ministério Público para não recorrer, mas eles vão entrar com recurso, é lamentável. O Andinho está preso e os outros três homens, mortos. O resultado das investigações do Ministério Público é uma obra de ficção." Torres não foi encontrado para comentar sua decisão.

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