Justiça quebra sigilo do filho de Mão Santa

A Justiça Federal autorizou a quebra do sigilo bancário e fiscal do filho do ex-governador do Piauí, Francisco de Assis Moraes Sousa, o Mão Santa, Francisco de Assis Moraes Sousa Júnior, o Mãosantinha, e de dois ex-diretores do extinto PAPP (Programa de Apoio ao Pequeno Produtor), Paulo Tôrres e Gil Borges.A solicitação foi feita pelo Ministério Público Federal que investiga denúncia de desvio dos recursos destinados ao programa que foi executado nos dois governos de Mão Santa. Segundo o MP, há indícios de enriquecimento ilícito com dinheiro público.O ex-governador Mão Santa a quebra de sigilo não rerpresenta um problema. "Meu filho já fez isso. Ele entregou, de próprio punho, e espontaneamente, na Polícia Federal, ao superintendente Robert Rios, a autorização para vasculhar sua conta bancária", afirmou. Rios é o ex-superintendente da Polícia Federal, candidato a deputado federal na coligação Resistência Popular que tem Mão Santa como candidato a senador."Isso não dá em nada. Não tem nada na conta. Se quiserem eu abro também o meu sigilo", adiantou-se o ex-governador. Mão Santa foi cassado do governo do Piauí por ter abusado do poder econômico na eleição de 98.A reportagem tentou localizar o filho do ex-governador, Moraes Sousa Júnior. Ele está residindo em Parnaíba (a 350 quilômetros ao norte da capital), terra natal do ex-governador, e onde ele tem uma concessionária de motos, a Delta. Mãosantinha foi contatado por telefone, mas não respondeu as mensagens deixadas na caixa postal do seu celular. Nenhum dos outros dois assessores foi encontrado pela reportagem.O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal há seis meses. A Justiça Federal somente agora está autorizando a quebra dos sigilos. O processo corre em segredo de Justiça. Por isso, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal não dão maiores detalhes sobre a investigação.

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