Justiça prorroga prisão de 14 detidos na Operação Vampiro

A Justiça Federal prorrogou por uma semana a prisão temporária, que poderá ser transformada em preventiva, de 14 dos 17 acusados presos durante a Operação Vampiro, que investiga fraudes na licitação para a compra de produtos hemoderivados, pelo Ministério da Saúde. Na quinta-feira, três detidos tinham sido libertados porque colaboraram com a Polícia Federal (PF). Até o fim da tarde de hoje, o empresário Marcos Jorge Chain continuava foragido. Dos 13 presos que continuam na Superintendência da PF, apenas sete foram ouvidos até hoje.Investigadores que atuam na Operação Vampiro confirmaram que a apuração ganhou fatos novos, mas somente ouvirão o empresário Lourenço Rommel Pontes Peixoto no fim dos depoimentos, que devem terminar no fim de semana. O mesmo acontecerá com o ex-coordenador-geral de Recursos Logísticos do Ministério da Saúde Luiz Cláudio Gomes da Silva, homem de confiança do ministro Humberto Costa. Dos depoimentos, policiais concluíram que Silva poderia ter sido um dos principais integrantes do esquema dentro do ministério, mas se tratava de um operador para um grupo de empresários, supostamente, ligados a Peixoto. "Apesar de as investigações estarem em fase de depoimentos, pelo que foi levantado, leva a crer que o empresário poderá ser o principal líder do grupo", afirma um policial envolvido na Operação Vampiro. A ação da PF prendeu 14 denunciados na semana passada, entre eles, seis funcionários do Ministério da Saúde, incluindo o ex-coordenador-geral de Recursos Logísticos do Ministério da Saúde, o primo e assessor dele, Manoel Pereira Braga Neto, e vários ex-auxiliares. Peixoto e o empresário Jaisler Jabour de Alvarenga entregaram-se à PF na manhã de ontem (23), depois de negociarem com a Justiça a preservação das imagens, o que não aconteceu. O único procurado é Chain que, apesar de morar em São Paulo, viaja com freqüência para Brasília.

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