Justiça pede prisão de chefes do Departamento de Transportes

A Procuradoria da República em Marília (SP) encaminhou nesta semana à Justiça pedido de prisão do diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), Mauro Barbosa da Silva, e do superintendente da autarquia em São Paulo, Arnaldo Marabolim. Na ação, o Ministério Público Federal (MPF) acusa os dois dirigentes de descumprirem sentença judicial de 2004 que determinou que o DNIT fizesse a restauração do trecho paulista da rodovia BR 153 (Transbrasiliana), entre a região de São José do Rio Preto e Ourinhos. Segundo o MPF, nesses últimos dois anos, muito pouco foi feito para corrigir os problemas da estrada. Em nota à imprensa, o Ministério Público afirma que as obras de reforma da rodovia foram paralisadas e que a pista está em péssimas condições de tráfego. Ao receber o pedido do MPF, o juiz substituto da 1ª Vara Federal de Marília, Alexandre Carneiro, estabeleceu um prazo de cinco dias para que os dois dirigentes do DNIT se manifestem. A assessoria de imprensa do DNIT informou que a direção do órgão ainda não recebeu formalmente a intimação do juiz, mas, mesmo assim, enviará na segunda ou na terça-feira dessa semana um representante a Marília para apresentar as ações, que, diz o DNIT, estão sendo tomadas na rodovia. Em nota, o DNIT afirma que realiza diversas obras de recuperação em todo o trecho paulista da BR 153. Na manutenção de um trecho de 178 quilômetros, entre o acesso a Lins e a divisa com Minas Gerais, por exemplo, o DNIT afirma que está investindo cerca de R$ 3 milhões, e que pretende concluir o trabalho nessa parte da estrada até o fim do ano.

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