Justiça paulista volta a funcionar mas greve continua

A Justiça paulista voltou hoje a funcionar precariamente apesar da greve dos servidores que hoje completa 80 dias, pela reposição salarial de 26,39%. Segundo o corregedor geral, desembargador José Mário Antônio Cardinale, mais de 60% dos funcionários retornaram aos seus postos e estão trabalhando nas 1.060 varas e cartórios da 1ª e 2ª instâncias.Todas as unidades judiciárias do Estado, foram abertas ao público, atendendo à determinação da Corregedoria Geral da Justiça. Segundo comunicado publicado no Diário Oficial pelo menos os servidores que ocupam cargo de direção e chefia devem voltar aos seus postos. Os seus nomes serão informados à corregedoria pôr uma equipe de juízes. Eles deverão também comunicar quais as unidades que pôr falta de funcionários não tem condições " de manter se quer o atendimento mínimo.O desembargador Cardinale acredita que a partir de amanhã a situação da Justiça paulista já estará normalizada. Os funcionários que não voltarem ao trabalho poderão sofrer sanções administrativas que vão desde advertência até demissões.Ele disse que, em princípio diretores e chefes não podem paralisar as suas atividades porque ocupam cargo de confiança. Cardinale reconhece que a greve vai agravar o problema da morosidade do Judiciário que paralisou o andamento de 12 milhões de processos em todo o estado. Um milhão deles refere-se ao período de paralisação.

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