Justiça ouvirá 13 acusados do caso Usimar em Belém

O juiz Rubens Rollo D?Oliveira, da 3ª Vara Federal de Belém, começa a ouvir no dia 18 de setembro os primeiros denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) sob a acusação de aplicação fraudulenta de verbas da extinta Sudam na execução do projeto Usimar, em São Luís (MA). Embora a Sudam tenha liberado R$ 44 milhões, o projeto não saiu do papel. Os interrogatórios serão feitos com base em carta precatória expedida pelo juiz federal da 2ª Vara da Seção Judiciária do Tocantins, Alderico Rocha Santos. Rollo tem 45 dias para ouvir treze acusados residentes em Belém. Do total de 26 arrolados, figuram a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney, seu marido Jorge Murad, o ex-senador Jader Barbalho, seu assessor Antônio José Guimarães e Artur Tourinho, ex-superintendente da Sudam. Em 75 laudas da denúncia, cinco procuradores da República - Mário Lúcio Avelar, do Tocantins; Antônio Cavalcante de Oliveira Júnior, do Maranhão; Ubiratan Cazetta, do Pará; José Pedro Taques; do Mato Grosso; e Nazareno Wolff, do Paraná, afirmam que o ex-senador Jader Barbalho era o "controlador do esquema Sudam". Dizem ainda que Jader "estabeleceu um sistema de controle da direção da Sudam com a finalidade de deixar fluírem os recursos para seus comparsas, de forma fraudulenta". As provas apresentadas são seis cheques, no valor total de R$ 2,475 milhões, que teriam sido entregues a Jader. Esse valor corresponde a 20% sobre parte dos recursos liberados para a implantação do projeto Usimar. Antonio José Guimarães, descrito na denúncia como principal assessor de Jader, teria sido designado para "receber parte da propina".

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