Justiça ouve nesta 2ª mais dois acusados na Santa Tereza

Serão ouvidos o coronel reformado Wilson Consani e o empresário Boris Timoner, ligado à rede de lojas Marisa

Agência Brasil

09 de junho de 2008 | 12h57

A Justiça Federal em São Paulo vai interrogar nesta segunda-feira, 9, mais dois acusados de participar do esquema de fraudes em empréstimos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), prostituição, tráfico internacional de mulheres e lavagem de dinheiro, investigado pela Operação Santa Tereza. Serão interrogados pelo juiz Márcio Ferro Catapani o coronel reformado Wilson Consani Junior, que prestava serviços à casa de prostituição W.E., e o empresário Boris Timoner, ligado à rede de lojas Marisa, que recebeu financiamentos do BNDES.  Veja também:BNDES foi vítima em caso de desvio de verbas, diz Coutinho Entenda a operação Santa Tereza Leia a íntegra do relatório da PF Grampo da PF liga Paulinho ao caso BNDES  Inicialmente, Consani Junior seria ouvido no dia 30 de maio, mas o depoimento foi remarcado para hoje. Mesmo sem depor, ele disse à imprensa que iria prestar esclarecimentos ao juiz e à procuradora do Ministério Público Federal Adriana Scordamaglia sobre um telefonema que fez ao deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP ), alertando-o antecipadamente sobre a Operação Santa Tereza. "Há uma explicação e um motivo documentado, inclusive", disse, na ocasião.  O Ministério Público Federal (MPF) pretende investigar o vazamento de informações da operação. Em maio, durante uma entrevista coletiva na sede do MPF em São Paulo, a procuradora Adriana Scordamaglia disse que pretende "apurar de onde saiu esse vazamento, porque as pessoas que estavam sendo monitoradas souberam dessa investigação".  Até o momento, a Justiça Federal já ouviu os depoimentos de sete das 13 pessoas indiciadas pelo Ministério Público: Ricardo Tosto, José Carlos Guerreiro, Marcos Vieira Mantovani, João Pedro de Moura, Celso de Jesus Murad, Washington Domingos Napolitano e Edson Luis Napolitano. A Justiça também pretendia interrogar Manuel Fernandes Bastos Filho, mas ele, que é considerado o líder da organização criminosa, continua foragido.  Já o depoimento de Jamil Issa Filho, ex-secretário de Urbanismo da prefeitura de Praia Grande, que teria sido uma das beneficiadas com as fraudes nos empréstimos do BNDES, foi agendado para o dia 2 de julho. Os depoimentos de Jack Rubinstein Leiderman e Marcelo Rocha de Miranda não foram marcados.

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