Justiça ouve ex-ministro e ex-deputado acusados no mensalão

Gushiken é acusado de peculato, e Professor Luizinho, de lavagem de dinheiro; Ayanna Tenório também depõe

Agência Brasil,

17 de março de 2008 | 11h27

A juíza federal Sílvia Maria Rocha interrogará três envolvidos no caso do mensalão nesta segunda-feira, 17, no Fórum Criminal Federal, em Cerqueira César, centro de São Paulo. São eles o ex-ministro do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência da República Luiz Gushiken, o ex-deputado Luiz Carlos da Silva (PT-SP), o Professor Luizinho, e a ex-diretora do Banco Rural Ayanna Tenório. O mensalão era um suposto esquema de pagamento a parlamentares da base aliada em troca de apoio ao governo.       Veja também:       ESPECIAL: os 40 do mensalão Segundo a Justiça Federal paulista, Gushiken, Professor Luizinho e Ayanna serão ouvidos por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-ministro do NAE da Presidência da República é acusado de peculato (delito praticado por funcionário público) e o ex-deputado do PT de São Paulo, de lavagem de dinheiro. Já a ex-diretora do Banco Rural responde por gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Os interrogatórios serão realizados a portas fechadas.   O esquema do mensalão - pagamento de uma suposta mesada a parlamentares para votarem a favor de projetos do governo - foi denunciado por Roberto Jefferson, então deputado pelo PTB e presidente da legenda, que acabou sendo cassado por conta de seu envolvimento. Segundo ele, os pagamentos mensais chegavam a R$ 30 mil e o esquema de repasse do dinheiro era feito através de movimentações financeiras do empresário Marcos Valério.   Dos acusados de envolvimento no esquema, foram cassados José Dirceu, Roberto Jefferson (PTB-RJ), que denunciou o mensalão, e Pedro Corrêa (PP-PE). Quatro parlamentares renunciaram para fugir do processo e 11 foram absolvidos. No ano passado, o STF transformou em réus 40 acusados de integrar o esquema.   Com esses depoimentos, será encerrada a fase de interrogatórios e terá início a fase de audição das testemunhas. O número de réus deste processo caiu de 40 para 39 porque o ex-secretário geral do Partido dos Trabalhadores (PT) Silvio Pereira fez um acordo com a Justiça para prestar serviços comunitários. Por essa razão, deixou de ser réu no processo.   (Com Elizabeth Lopes, da Agência Estado)        

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