Justiça nega pedido de habeas corpus ao chinês Paulo Li

Li, acusado de liderar organização criminosa de contrabando, foi ligado a Romeu Tuma Júnior

11 de maio de 2010 | 22h15

Julia Baptista, da Central de Notícias

 

SÃO PAULO - O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) negou nesta terça-feira, 11, o pedido de habeas corpus ao chinês Li Kwok Kuen, conhecido como Paulo Li, acusado de liderar uma das maiores organizações criminosas de importação irregular de eletroeletrônicos da China para o Brasil.

 

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Paulo Li foi preso com mais 13 pessoas depois da PF deflagrar a Operação Wei Jin, em setembro do ano passado.

 

Em seu parecer, a procuradora regional Luiza Frischeisen requereu a manutenção da prisão preventiva de Kwok Kwen pelo fato de, na deflagração da Operação Wei Jin, a Polícia Federal ter apreendido US$ 62 mil, além de yuans e dólares de Hong Kong com o réu, outros R$ 100 mil localizados em seus imóveis e por ter vários contatos internacionais em razão dos crimes que sua organização cometia.

 

Na última terça-feira, 4, reportagem do Estado mostrou que gravações telefônicas e e-mails interceptados pela Polícia Federal (PF) durante investigação sobre contrabando ligam o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, ao principal alvo da operação, Li Kwok Kwen, apontado como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo.

 

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