Justiça nega liminar a policiais de PE

Os policiais civis pernambucanos, em greve há 19 dias, foram derrotados nesta sexta-feira na justiça. A Câmara de Férias do Tribunal deJustiça do Estado (TJPE) decidiu, por unanimidade, não acatar a liminar de mandado de segurança em que o sindicato dacategoria (Sinpol) pedia que a classe tivesse um aumento salarial de 28% com base no princípio da isonomia, sob o argumentode que os policiais militares e bombeiros foram contemplados com este reajuste neste ano."É inconcebível, era um direito líquido e certo, não se pode dar tratamento diferenciado em percentuais e reajustes", afirmou opresidente do Sinpol, Henrique Leite, acrescentando que o resultado desfavorável foi fruto de pressão do governo estadual sobre oPoder Judiciário. "Foi uma decisão política".Ele disse esperar um resultado melhor no julgamento da liminar de um outromandado de segurança, na próxima semana, em que o Sinpol solicita que o salário-base do policial civil seja de R$ 180,00.Existempoliciais com salário-base de R$ 74,00. O salário inicial, com gratificações, é de R$ 529,00.Leite adiantou que a greve será mantida nos mesmos moldes, com a manutenção dos serviços essenciais. "Não vamosradicalizar, continuamos esperando que o governo estadual abra o diálogo".O Governo do Estado não negocia e disse que nãopode conceder reajuste devido à Lei de Responsabilidade Fiscal.Como a greve foi considerada ilegal pelo TJPE, a estratégia dogoverno é vencer pelo cansaço.O Sinpol resolveu, então, pedir na Justiça o que o levou os policiais à greve - os 28% e osalário-base de um salário mínimo.Em 18 dias de greve, cerca de 60 homicídios deixaram de ser investigados na região metropolitana e cerca de 40 mildocumentos deixaram de ser confeccionados.

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