Justiça nega liberdade a fraudador do INSS

Fraudador do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o advogado Ilson Escóssia da Veiga teve o pedido de liberdade condicional negado nesta segunda-feira pelo desembargador Marcus Faver.Escóssia de Veiga fraudou o INSS em R$ 188 milhões. Ele era integrante da quadrilha de Jorgina de Freitas. Todo o bando roubou cerca de R$ 500 milhões da Previdência Social.Marcus Faver negou o pedido, considerando que Escóssia da Veiga negou-se a devolver parte do dinheiro roubado, depositado em um banco suíço.O montante só foi repatriado depois da intervenção do governo brasileiro. O advogado também teria se negado a colaborar para a apreensão de grande quantidade de ouro, guardada em cofres de bancos brasileiros.?O apenado não só tentou camuflar a valiosa quantia remetida para o exterior, como também tentou obstruir a pretensão de repatriamento da mesma?, escreveu o desembargador.Na sentença, Faver informou que Escóssia havia depositado US$ 2 milhões num banco em Zurique, na Suíça. Quando a quantia foi descoberta, o fraudador transferiu o dinheiro para outro banco e contratou advogado naquele país a fim de tentar impedir sua repatriação.Para o desembargador, Escóssia ?apresenta plenas condições de reparar, ao menos em parte, o vultoso prejuízo causado por sua conduta intensamente criminosa, demonstrando, pelo comportamento adotado, absoluto desinteresse de fazê-lo?.O desembargador escreveu ainda que o fato de não devolver espontaneamente o valor roubado ?caracteriza inequívoca afronta ao requisito da reparação do dano?.Ilson Escóssia da Veiga foi condenado a 28 anos de prisão em três processos, um pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça (14 anos), outro pela 13ª Vara Criminal Federal (9 anos), e um terceiro pela 7ª Vara Criminal Federal (5 anos).Ele está preso no 12º Batalhão da Polícia Militar, em Niterói. O advogado de Escóssia, Marcos Aragão, não foi encontrado para comentar a decisão.

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