Justiça nega liberdade a acusados em fraudes da Petrobras

Um dos presos, Stérea é sócio da Angraporto, que , segundo a Operação Águas Profundas, é o pivô do esquema

06 de agosto de 2007 | 19h20

A Justiça Federal do Rio negou pedido de revogação da prisão preventiva de sócios e funcionários do estaleiro Angraporto, nesta segunda-feira, 6. Segundo a rádio CBN, entre os que tiveram a liberdade provisória negada estão os sócios Fernando Stérea e Mauro Zamprogno, Wladimir Pereira Gomes e Simon Clayton, que são investigados pela Operação Águas Profundas, da Polícia Federal. A decisão foi do juiz da 4ª Vara Federal Criminal do Rio, Flávio Oliveira Lucas.   A operação descobriu no mês passado um esquema de fraudes em licitações da Petrobras. Os sócios teriam sido avisados sobre um mandado de busca no escritório do estaleiro, em Angra dos Reis, e destruído provas importantes. Ao chegarem no local, a Polícia Federal descobriu uma cópia do documento do mandado, recebida por fax.   No mês passado, interceptações telefônicas feitas pela operação mostram indícios de pagamento de propina e referências a investimentos pessoais no exterior - dando a entender que parte do dinheiro obtido com as fraudes em licitações da Petrobras foi enviada para fora.   Em diálogo entre Stérea e Gomes - donos da empresa Angraporto, apontada como núcleo do esquema de fraudes -, registrado pela PF em 20 de outubro de 2006, Stérea disse que "aquela pessoa" pedia algo relativo "ao dízimo de campanha". "Tecnicamente, não devemos nada", respondeu Gomes. "O cara quer o total e insiste nisso", rebateu Stérea.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.