Justiça nega habeas corpus para líderes do MST

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou no início da noite desta quarta-feira a concessão de liminar em pedido de habeas corpus para os 13 militantes do MST que tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz de Teodoro Sampaio, Atis de Araújo Oliveira. Eles são acusados de formação de quadrilha por terem impedido o assentamento de sem-terra de um movimento na fazenda Guaná-Mirim, desapropriada pelo Estado em Euclides da Cunha Paulista.O pedido foi protocolado no fim da tarde pelos advogados do movimento e visava, além da libertação dos seis militantes presos, a suspensão da ordem de prisão contra os líderes do MST no Pontal, entre eles José Rainha Júnior.O desembargador Adalberto Denser de Sá, segundo vice-presidente do TJ, entendeu que não houve flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão do juiz, conforme o despacho dado no processo. O pedido ainda será analisado no mérito. Enquanto isso, os seis militantes que já foram detidos pela polícia continuarão presos.Restam a ser cumpridos os mandados de prisão contra os líderes Rainha, Márcio Barreto, Sérgio Pantaleão, Valmir Rodrigues Chaves e Zelitro Luz da Silva. Eles continuam foragidos. A polícia acredita que essas lideranças já deixaram o Pontal.Militantes da região reuniram-se hoje em Teodoro Sampaio para planejar manifestações em solidariedade aos colegas presos ou procurados. O encontro ocorreu em um assentamento, mas as ações decididas não foram divulgadas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.