Justiça nega habeas-corpus e assessor de Dantas continua preso

Braz teria tentado subornar delegado da PF para que nome de banqueiro não constasse em investigação

da Redação

21 de julho de 2008 | 15h51

O assessor e suposto braço direito do banqueiro Daniel Dantas, Humberto Braz, vai continuar preso após o Tribunal Regional Federal da 3ª região ter negado liminar no habeas-corpus dele. Segundo a assessoria do órgão, a decisão foi na última sexta-feira à noite. Braz é acusado na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, que prendeu Dantas, o megainvestidor Naji Nahas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e mais 14 pessoas.   Veja também: Ouça trechos da reunião que decidiu a saída do delegado  Juiz aceita denúncia e Daniel Dantas vira réu por corrupção ativa Entenda como funcionava o esquema criminoso  Veja as principais operações da PF desde 2003  As prisões de Daniel Dantas    Suspeito de tentar subornar o delegado da PF Vitor Hugo Alves Ferreira, Humberto Braz- ex-presidente da Brasil Telecom- entrou com um pedido de habeas-corpus no TRF na última quinta-feira. Ele se entregou no último domingo à PF, ficou detido no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos e, na terça-feira, foi transferido para a cadeia de Tremembé.   Além de Braz, Hugo Chicaroni, que teria atuado em conjunto na tentativa de subornar o delegado, continua preso, mas na carceragem da PF. Eles foram os únicos que não foram beneficiados pela extensão do habeas-corpus concedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, a Dantas, a seus familiares e a funcionários. Na terça-feira, orientado por seu advogado, Renato de Moraes, Braz manteve-se calado durante depoimento à PF sob a justificativa de não ter tido tempo suficiente para ler os autos do processo.

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