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Justiça nega habeas corpus a ex-presidente do PSDB mineiro

Narcio Rodrigues está preso desde 30 de maio sob suspeita de participar de esquema de desvio de recursos públicos na construção do Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada (Hidroex), em Frutal, no Triângulo

Leonardo Augusto, Especial para O Estado de São Paulo

04 de agosto de 2016 | 15h29

BELO HORIZONTE - A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) negou nesta quinta-feira, 4, pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente do PSDB no Estado, e ex-secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Narcio Rodrigues, preso desde 30 de maio por suspeita de desvio de recursos públicos na construção do Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada (Hidroex), em Frutal, no Triângulo, terra natal do tucano.

 

A relatora do pedido, desembargadora Beatriz Caires, não acatou argumentação do advogado do tucano, Estevão Melo, de que o ex-presidente do PSDB de Minas não destruiu, antes da prisão, documentos que poderiam incriminá-lo no processo, conforme alegado na denúncia do Ministério Público. A relatora também negou pedido de conversão da prisão em domiciliar, por problemas de saúde do tucano. Narcio está preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte.

O advogado de Narcio disse que vai recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O habeas corpus foi negado dentro do processo  que investiga a compra de equipamentos para o Hidroex. Outro processo, que investiga a construção do centro, também está em andamento a pedido do MP. Nesse caso também há um pedido de habeas corpus a ser julgado pelo TJ. O tucano só sairá da prisão quando ambos forem concedidos pela justiça.

Narcio foi  secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior entre 2012 e 2014. Também viraram réus no processo outras 14 pessoas que teriam participado do esquema, entre ex-aliados políticos indicados por Narcio para a pasta e representantes de empresas do Brasil e Portugal que trabalharam na obra, ainda não concluída.

O desvio de recursos públicos seria de R$ 8,4 milhões, segundo a promotoria. Há suspeita, ainda conforme o Ministério Público, é que o dinheiro tenha sido utilizado em campanhas eleitorais de 2012, quando foram escolhidos vereadores e prefeitos. Os promotores ainda não conseguiram identificar, porém, o destino dos recursos, que podem ter sido enviados a paraísos fiscais e depois enviados ao Brasil para o abastecimento das campanhas, conforme as investigações.

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