Justiça não se sensibiliza com denúncia de réus do mensalão feita na OEA

Chefe do Ministério Público Federal, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, diz que processo está em outra etapa e réus tiveram oportunidades para depor

Agência Estado

11 de maio de 2011 | 19h10

BRASÍLIA - Autoridades do Judiciário, do Ministério Público e do governo não se sensibilizaram com a denúncia apresentada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) por Breno Fishberg e Enivaldo Quadrado, réus do processo que apura o esquema do mensalão.

Ex-diretores e sócios da corretora de valores Bônus Banval, Fishberg e Quadrado levaram o assunto à OEA alegando que sofreram cerceamento de defesa no Supremo Tribunal Federal (STF), Corte onde a ação tramita. Recentemente, o Supremo não acolheu um pedido de novo interrogatório dos dois.

Chefe do Ministério Público Federal, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse nesta quarta-feira, 11, que os réus tiveram várias oportunidades para depor e que o processo não está mais na fase de depoimentos. "O processo está nas alegações finais", afirmou o procurador, por meio de sua assessoria de comunicação.

O relator da ação no STF, ministro Joaquim Barbosa, disse que a denúncia não tem nenhum fundamento e que é mais uma tentativa de protelar o caso. Segundo ele, todos os réus tiveram garantido o direito de defesa. O Palácio do Planalto e o Itamaraty não quiseram comentar a iniciativa de Fishberg e Quadrado.

A ação do mensalão tem 38 réus, entre eles Fishberg, Quadrado e o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu. Há cinco anos em tramitação no STF, o caso pode ser analisado no segundo semestre pelo plenário do tribunal. Na ação, o Ministério Público acusa os réus de envolvimento no esquema do mensalão.

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