Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Justiça não é vermelha nem azul', diz Alckmin sobre Azeredo

Na avaliação do pré-candidato tucano, condenação do colega de partido mostra que as instituições do País estão funcionando

Pedro Venceslau e Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

22 Maio 2018 | 16h05

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, minimizou nesta terça-feira,22, a decisão dos desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais de rejeitar o recurso do ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo, condenado a 20 anos e um mês por peculato e lavagem de dinheiro no caso do mensalão mineiro.

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"Isso mostra que as instituições funcionam. A Justiça não é vermelha, azul, amarela ou verde", disse o tucano após participar de evento com empresário do setor varejista. Alckmin havia usado um argumento parecido quando, em abril, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF).

Quando questionado sobre o eventual impacto eleitoral da prisão de um tucano, Alckmin disse que Azeredo está afastado da vida partidária "há praticamente 10 anos". "Diferente de outros partidos que querem desacreditar as instituições, nós defendemos que a lei é para todos", declarou.

O ex-governador, que também preside o PSDB, não respondeu se a legenda pretende tomar providências internas ou acionar seu conselho de ética para discutir o caso. "Partido grande no mundo inteiro pode ter desvio de conduta."

Vice 

Durante almoço com empresários do setor varejista, o tucano foi questionado sobre o perfil ideal de um candidato a vice na sua chapa. "Eu gostaria de ter uma mulher como vice", respondeu. A jornalistas, porém, afirmou que a decisão será tomada em julho. "Fiz isso para mexer com a Luiza Trajano (dona do Magazine Luiza, uma das cinco mulheres no encontro)." 

 O presidenciável também comentou a decisão do MDB de oficializar, nesta terça-feira, a pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles ao Palácio do Planalto. "Difícil ter uma única candidatura (de centro), mas é louvável fazer uma convergência democrática", disse o ex-governador. 

Ele disse "respeitar" a pré-candidatura do MDB e afirmou que vai conversar com partidos que não tenham candidato. 

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