Justiça mantém prisão de ex-secretário de Rosinha Matheus

Itamar Guerreiro foi preso durante a Operação Pecado Capital, que investiga desvio de R$ 60 mi da Saúde

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

23 de julho de 2008 | 09h44

O Tribunal de Justiça do Rio decidiu nesta terça-feira, 22, manter a prisão preventiva do ex-subsecretário de Infra-estrutura da Secretaria estadual de Saúde no governo Rosinha Matheus, Itamar Guerreiro, que integra um grupo de 16 pessoas, inclusive alguns políticos, que foram denunciados por formação de quadrilha e desvio de verbas públicas por meio de transferências para Organizações não-governamentais.  Veja também:MP do Rio entra com ação contra casal Garotinho por má gestãoMinistério Público pede bloqueio de bens do casal Garotinho Guerreiro foi preso durante a Operação Pecado Capital, que foi desencadeada no dia 15 deste mês, pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para prender uma quadrilha que desviou mais de R$ 60 milhões destinados ao projeto Saúde em Movimento.  Foram cumpridos 12 dos 14 mandados de prisão expedidos pelo juízo da 21ª Vara Criminal da Comarca da capital. Ainda estão foragidos com a prisão preventiva decretada Claro Diniz Luiz Dantas da Silva e Carlos Arlindo Costa.  Ao julgarem o mérito do habeas-corpus, os desembargadores que integram a Câmara acompanharam o voto do relator do processo, desembargador Antonio José Carvalho, que no último dia 17 já havia indeferido pedido de liminar feito pelos advogados de Itamar. Segundo o relator, o ex-subsecretário teria autorizado a contratação sem licitação da Fundação Pro-Cefet, braço principal do escândalo. Além do habeas-corpus de Itamar, outros cinco pedidos semelhantes já foram distribuídos para a 2ª Câmara Criminal. O mérito de cada um dos recursos ainda vai ser julgado. Também nesta terça-feira, a juíza Ana Luíza Mayon, da 21ª Vara Criminal, indeferiu os pedidos de liberdade provisória feitos pelos advogados de Marco Antonio Lucidi, ex-secretário de Trabalho; de Itamar Guerreiro e Otavio Augusto Almeida de Abreu. Este último foi colocado em prisão domiciliar por ter se submetido à cirurgia cardíaca há um mês, sendo portador de patologias que importam em risco de vida, segundo declaração médica. A juíza, porém, determinou a realização de perícia médica a fim de comprovar a gravidade do quadro.  (com Agência Brasil)

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