Agência Senado
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Justiça manda soltar mulher de senador que denunciou Jucá

Suzete Macedo se entregou ontem à Polícia Federal, mas conseguiu um habeas corpus nesta quinta; ela é acusada de participar da 'máfia dos gafanhotos' que desviou R$ 70 milhões da saúde em Roraima

Ricardo Galhardo, enviado especial, O Estado de S. Paulo

26 de maio de 2016 | 12h02

 

Boa Vista - A juíza Rosimayre Gonçalves de Carvalho, do Tribunal Regional Federal da 1a região, acatou pedido de habeas corpus dos advogados da médica Suzete Macedo, mulher do senador Telmário Mota (PDT-RR). 

Suzete, considerada foragida desde sábado, se apresentou ontem à Polícia Federal em Boa Vista. A médica, acusada de participar da "máfia dos gafanhotos" que desviou R$ 70 milhões da saúde em Roraima, não chegou a passar a noite na cadeia.

O senador, que acompanhou a mulher até a PF, disse que Suzete é alvo de perseguição política por parte de seus adversários no Estado. Na véspera ele apresentou uma pedido de cassação do ministro licenciado do Planejamento, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), ao Conselho de Ética do Senado. 

Segundo Mota, a mulher não se apresentou antes à PF porque aguardava o julgamento sobre o pedido de habeas corpus. "Ela não se apresentou antes porque os advogados consideraram melhor aguardar e evitar esse constrangimento. Reafirmo que a prisão não é jurídica, é política", disse o senador. 

Um dia antes o ex-governador de Raraima Neudo Campos, marido da governadora Suely Campos, outro foragido, se apresentou à PF. Ele é condenado a mais de 13 anos de prisão também por integrar a  "máfia dos gafanhotos" e, segundo a PF, tentou fugir para a Venezuela com apoio de policiais militares lotados na Casa Militar do governo. Em audiência de custódia, o ex-governador revelou estar com câncer e solicitou prisão domiciliar. O pedido ainda não foi julgado.  

 

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