Justiça manda polícia desbloquear estradas

A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu hoje três liminares que determinam a utilização da polícia para desobstruir estradas se houver bloqueios feitos por caminhoneiros e trabalhadores rurais ligados ao MST nos Estados do Rio Grande do Sul e Paraná."A Polícia Rodoviária Federal (PRF) fica autorizada a utilizar a força pública para retirada dos manifestantes", diz o despacho do juiz substituto da 2a Vara Federal de Santo Ângelo (RS), Fábio Vitório Mattiello, na liminar concedida à AGU. A outra liminar foi concedida pelo juiz da 1a Vara Federal de Curitiba (PR), Zuudi Sakakihara, e tem as mesmas determinações do juiz Mattiello.À noite, a AGU informou que o juiz federal de Campo Mourão, Erivaldo Ribeiro dos Santos, concedeu a terceira liminar. Em Foz do Iguaçu, o juiz federal Rony Pereira, negou pedido de liminar feito pelo governo federal para assegurar o livre trânsito nas estradas federais.JustiçaA AGU recorreu à Justiça Federal após tomar conhecimento de que a mobilização dos caminhoneiros se intensificou. No caso da liminar conseguida em Santo Ângelo, segundo nota oficial da AGU, a determinação para o uso da polícia abrange uma região de 40 municípios, incluindo Ijuí, Santo Ângelo e Cruz Alta.No Paraná, segundo a AGU, o pedido de liminar levou em conta que há tentativa de bloqueio na BR 277, que liga Paranaguá a Foz do Iguaçu.A AGU tentou obter liminares, de acordo com a nota oficial, com ações nas Varas Federais de Guarapuava, Cascavel e Foz do Iguaçu. "Em todas as ações de interdição, a Procuradoria Regional da União do Rio Grande do Sul, órgão da AGU, chamou o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho para atuarem nos autos, para a defesa dos interesses da coletividade e na possibilidade de haver algum litígio na área trabalhista", informou a nota oficial da AGU.BalançoO balanço divulgado hoje pelo Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF), em Brasília, informou que em Ijuí (RS) o movimento dos caminhoneiros "diminui lentamente". Ainda segundo o boletim não há resistência por parte dos manifestantes contra os motoristas que não estão aderindo ao movimento grevista.O governo federal não se manifestou, oficialmente, sobre a morte do caminhoneiro Cleusimar Francisco Mendonça. A polícia gaúcha não sabe ainda se a morte de Mendonça tem a ver com a greve ou foi uma tentativa de assalto.Foi enviada uma equipe da Polícia Rodoviária ao município de Três Cachoeiras (RS) devido ao fato de que havia concentração de caminhões naquela região e que um grupo ligado ao MST estaria apoiando os caminhoneiros.Em Brasília, numa entrevista para a Rádio Gaúcha, o ministro Eliseu Padilha defendeu o entendimento com os caminhoneiros. Padilha informou que na próxima quinta-feira haverá uma reunião ordinária entre os sindicatos da categoria reconhecidos pelo governo federal e as entidades patronais do setor de transportes. A reunião tem por objetivo retomar as negociações contidas na pauta de reivindicação da categoria.

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