Justiça manda MST desocupar fazenda da Cutrale

A Justiça de Lençóis Paulista, na região central do Estado, deu prazo de 24 horas para o Movimento dos Sem-Terra (MST) desocupar a Fazenda Santo Henrique, da empresa de suco de laranja Cutrale, em Borebi, município da Comarca. Em caso de descumprimento, cada um dos 300 invasores terá de pagar multa diária de R$ 500 - o que dá um total de R$ 150 mil por dia. A decisão foi dada em ação de reintegração de posse movida pela indústria. A área foi invadida no domingo.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

03 Junho 2013 | 20h33

Os sem-terra montaram um acampamento no interior da propriedade e passaram a controlar o acesso das pessoas. Os serviços de manutenção dos laranjais foram interrompidos. Um oficial de Justiça foi à fazenda no início da noite entregar a notificação da 2ª Vara Cível às lideranças do movimento. De acordo com a coordenadora Carolina Mazin, os militantes ainda vão decidir o que será feito frente à ordem judicial. O MST alega que a área é pública e foi grilada.

É a quinta vez que a fazenda é invadida por grupos de luta pela terra nos últimos dez anos. Em 2009, durante uma ocupação, os sem-terra foram flagrados derrubando 12 mil pés de laranja - as imagens causaram repercussão nacional. Em nota, a Cutrale lamentou a nova invasão e informou que a propriedade emprega centenas de pessoas que estão impedidas de exercer suas atividades.

Mais conteúdo sobre:
sem-terra pontal invasão

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.