Justiça manda Facebook apagar novo jogo criado pela campanha de Serra

Jogador tem de encontrar obras construídas por Haddad em São Paulo quando ele era ministro

Bruno Lupion - O Estado de S. Paulo,

24 de outubro de 2012 | 18h34

SÃO PAULO - A Justiça Eleitoral determinou nesta quarta-feira, 24, em decisão liminar, que o Facebook retire do ar o jogo "Missão Impossível", desenvolvido pela equipe do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, para criticar seu adversário petista, Fernando Haddad.

O jogo desafia o participante a encontrar obras construídas por Haddad em São Paulo quando ele era ministro da Educação. Para ganhar pontos, o usuário precisa fotografar essas obras e enviar a imagem.

Os advogados de Haddad argumentaram que o jogo tem autoria anônima e degrada a imagem do candidato, o que é proibido pela legislação eleitoral. Apesar de ser divulgado no site de Serra, o jogo em si, que também pode ser acessado diretamente do Facebook, não identifica seus autores.

Na segunda-feira, 22, a Justiça já havia determinado, em decisão liminar, a retirada de jogo semelhante desenvolvido pela campanha tucana, o "Angry Haddad". O aplicativo - uma paródia do jogo "Angry Birds" - convidava o usuário a se divertir "ajudando o PT a destruir São Paulo. As "armas" eram caricaturas de Haddad, do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do deputado federal Paulo Maluf.

Sindicatos. Nesta quarta-feira, o Tribunal Regional Eleitoral manteve a decisão de primeira instância expedida contra o Sindicato dos Bancários de SP, durante o primeiro turno, que proibiu a entidade de divulgar jornal com reportagem favorável a Haddad.

Na ocasião, oficiais de Justiça apreenderam exemplares da "Folha Bancária" na sede do sindicato, que classificou o ato de "censura". A legislação eleitoral proíbe que entidades sindicais façam propaganda, mesmo que indireta, e doações a candidatos.

Tudo o que sabemos sobre:
eleições 2012HaddadSerraFacebook

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.