Justiça manda desocupar fazendas invadidas por MST e CUT

A Justiça deu nesta quinta-feira, 22, as primeiras liminares (decisões provisórias) para a desocupação das fazendas invadidas durante o carnaval por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) no oeste do Estado de São Paulo.Entre o último domingo e segunda-feira, cerca de 2 mil sem-terra invadiram 13 fazendas no Pontal do Paranapanema e Alta Paulista. As liminares foram concedidas em ações de reintegração de posse movidas pelos donos das terras. Até o fim desta tarde, tinham sido dadas as ordens de despejo das fazendas Santo Antonio, em Piquerobi, Água Limpa, em Presidente Epitácio, e Santa Lourdes, em Flora Rica. A fazenda Cachoeira, em Itapura, a última a ser invadida, foi a primeira a ser desocupada, na última quarta-feira. Nesse caso, os invasores saíram sem esperar a liminar de reintegração. De acordo com o advogado da União Democrática Ruralista (UDR), Joaquim Botti, os juízes estavam autorizando o emprego de força policial para o despejo, caso os sem-terra se recusem a cumprir a ordem de desocupação. O líder do MST, José Rainha Júnior, descartou a hipótese de resistência. "Vamos cumprir as ordens de reintegração." Ele considerou que as invasões tinham cumprido a finalidade de chamar a atenção do governo para a "falta" de reforma agrária na região. "Sinalizamos a existência do problema e agora todo mundo está preocupado. Vamos esperar que venham as soluções, não só a polícia." ManifestoOs fazendeiros vão se reunir nesta sexta-feira, em Presidente Prudente, para discutir a nova onde de invasões do MST, agora com o apoio da CUT. De acordo com o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), foram convidados dirigentes de sindicatos e associações de produtores rurais do Pontal do Paranapanema e de todo o oeste paulista. A regularização fundiária da região também está na pauta do encontro. Os ruralistas pretendem elaborar manifestos dirigidos ao governador do Estado, José Serra, e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alertando para o risco de conflitos na região.

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