Justiça manda alvo de operação para dependência militar

A Justiça Federal em São Paulo autorizou nesta segunda feira (26) a remoção de Paulo Rodrigues Vieira, diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA), para uma sala de Estado Maior. Apontado pela Polícia Federal como chefe da quadrilha que comprava pareceres técnicos de órgãos públicos para atender interesses empresariais, Vieira é advogado, o que lhe confere o direito a permanecer em sala de Estado Maior, dependência militar sem grades.

FAUSTO MACEDO, Agência Estado

26 de novembro de 2012 | 19h05

Esse benefício é concedido ao advogado que ainda não sofreu condenação com trânsito em julgado. Vieira nem é réu - ele é alvo da Operação Porto Seguro, deflagrada sexta feira passada, e figura como investigado por suspeita de tráfico de influência e corrupção passiva. Ele foi preso em caráter preventivo e removido para o Presídio da Papuda, em Brasília. Agora, por ordem judicial, será encaminhado a alguma dependência militar, provavelmente do Exército.

A decisão judicial foi tomada depois que a defesa de Vieira pediu reconsideração da prisão preventiva contra ele. O criminalista Pierpaolo Bottini argumentou no pedido à Justiça que Vieira foi afastado da direção de Hidrologia da ANA por decisão do governo. O cargo de Vieira foi um dos fundamentos da ordem de prisão porque ele poderia fazer pressões contra testemunhas.

A Justiça ainda não analisou o pedido sobre revogação da prisão apresentado por Pierpaolo Bottini, mas acolheu o argumento, ou seja, o fato de Vieira ser advogado, portanto com direito à sala de Estado Maior.

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