Justiça manda alvo da Operação Porto Seguro para sala de Estado Maior

Esse benefício é concedido a Paulo Rodrigues Vieira, que ainda não sofreu condenação com trânsito em julgado

Fausto Macedo, O Estado de S. Paulo

26 de novembro de 2012 | 17h44

SÃO PAULO -A Justiça Federal em São Paulo autorizou nesta segunda feira, 26, a remoção de Paulo Rodrigues Vieira, diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA), para uma sala de Estado Maior - apontado pela Polícia Federal como chefe da quadrilha que comprava pareceres técnicos de órgãos públicos para atender interesses empresariais, Vieira é advogado, o que lhe confere o direito a permanecer em sala de Estado Maior, dependência militar sem grades.

Esse benefício é concedido ao advogado que ainda não sofreu condenação com trânsito em julgado.

Vieira nem é réu - ele é alvo da Operação Porto Seguro, deflagrada sexta feira passada, e figura como investigado por suspeita de tráfico de influência e corrupção passiva.

Ele foi preso em caráter preventivo e removido para o Presídio da Papuda, em Brasília. Agora, por ordem judicial, será encaminhado a alguma dependência militar, provavelmente do Exército.

A decisão judicial foi tomada depois que a defesa de Paulo Vieira pediu reconsideração da prisão preventiva contra ele. O criminalista Pierpaolo Bottini argumentou no pedido à Justiça que Vieira foi afastado da direção de Hidrologia da ANA por decisão do governo. O cargo de Vieira foi um dos fundamentos da ordem de prisão porque ele poderia fazer pressões contra testemunhas.

A Justiça ainda não analisou o pedido sobre revogação da prisão apresentado por Pierpaolo Bottini, mas acolheu o argumento o fato de Vieira ser advogado, portanto com direito à sala de Estado Maior.

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