Justiça liberta mais oito presos pela Operação Albatroz

Como já era previsto pela própria Polícia Federal, a Justiça determinou a libertação de mais oito pessoas que estavam presas por envolvimento no esquema responsável pela fraude de mais de R$ 500 milhões no sistema de licitação do Estado do Amazonas. Agora, dos 20 detidos quando da deflagração da Operação Albatroz, no dia 10, somente dez encontram-se com prisão preventiva decretada. Estes oito e os dois que haviam sido soltos anteriormente responderão processo em liberdade. Moacir Coutinho dos Santos e Pedro Dutra Prestes foram os primeiros a serem libertados, sexta-feira passada. Agora, deixaram a prisão Cristiê Jefferson Moura dos Anjos, Jones Nahmias da Silva, Elionai de Oliveira Soares, Maria Isabel Martins Gomes, Laerte Carlos Monteiro Maués Ribeiro, Jorge Luiz de Melo Roldão, Isaltino José Barbosa e Sonia Maria da Costa Morais de Oliveira. Todos os demais continuam detidos, entre eles o ex-secretário de Fazenda do governo Amazonino Mendes (PFL), Alfredo Paes, e o prefeito de Presidente Figueiredo, Romeiro Mendonça. Segundo o juiz do Tribunal Regional Federal, Fernando Tourinho Neto, não havia justificativa para manter presos aqueles que haviam colaborado com a Justiça e cuja liberdade não irá interferir em nada no andamento do processo. Por isso, somente os que eram considerados líderes do esquema foram mantidos na prisão. Já o deputado Antônio Cordeiro (sem partido), apontado como principal chefe da quadrilha, continua em liberdade protegido pela imunidade parlamentar. A Assembléia Legislativa, no entanto, está se movimentando para cassar o mandato do deputado, principalmente depois que a Casa teve acesso ao processo instaurado pela Polícia Federal, no qual aparecem transcrições de vários telefonemas do deputado oferecendo facilidades que, segundo ele, teria na Assembléia. Nos telefonemas, Cordeiro se referia aos colegas por apelidos e até mesmo termos pejorativos, demonstrando não ter qualquer respeito pela instituição.

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