Justiça liberta acusados de desviar R$ 500 mi no Amazonas

Apesar do pedido da Polícia Federal para transformar as prisões provisórias em preventivas, todos os acusados de participar da fraude contra o sistema de licitações do Amazonas, que desviou mais de R$ 500 millhões dos cofres públicos, foram colocados em liberdade. O desembargador do Tribunal Regional Federal, Tourinho Neto, não considerou necessário manter os envolvidos ainda presos. "Cremos que ele acredita que os acusados não têm mais como interferir na coleta de provas", explicou a delegada da PF no Amazonas, Graça Malheiros.Presos pela Polícia Federal no dia 10 deste mês, em conseqüência da Operação Albatroz, foram obtidas uma série de provas suficientes para indiciá-los por vários crimes, entre eles sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, desvio de dinheiro público e enriquecimento ilícito. Eles agiam sob o comando do deputado estadual Antônio Cordeiro (sem partido) que sequer chegou a ser preso por gozar de imunidade parlamentar. "Mas está indiciado", adverte a delegada.O fato é que nem mesmo a grande quantidade de provas levantadas, como a quantia superior a R$ 2 milhões encontrada entre os suspeitos e a comprovação de sinais externos de riqueza, foi suficiente para manter os mesmo na prisão. Mesmo se esforçando para mostrar indiferença, a delegada Graça Magalhães não teve como disfarçar uma certa decepção com a Justiça brasileira. "A Polícia faz a sua parte. A justiça serve como ponto de equilíbrio nessa balança", comentou a delegada.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.