Felipe Dana
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Justiça libera R$ 22 mi da Petrobrás para pagar rescisões

Dinheiro será utilizado para pagar as verbas rescisórias de cerca de 950 trabalhadores da fábrica da Iesa Óleo e Gás

Lucas Rivas, Especial para o Estado

19 de dezembro de 2014 | 10h30

PORTO ALEGRE - A Justiça do Rio Grande do Sul autorizou a liberação de cerca de R$ 22,5 milhões bloqueados em contas da Petrobras para pagar as verbas rescisórias de aproximadamente 950 trabalhadores da fábrica da Iesa Óleo e Gás, de Charqueadas, cidade distante a 57 quilômetros de Porto Alegre.


A decisão foi publicada nesta quinta-feira, 18, à tarde, pela juíza do Trabalho Lila Paula Flores França, titular da Vara do Trabalho de São Jerônimo. Os valores serão disponibilizados diretamente aos trabalhadores, via depósito bancário, com pagamento previsto para iniciar nesta sexta, 19.


A Justiça do Trabalho providenciou também uma operação especial junto à Caixa Econômica Federal para a liberação do fundo de garantia e do seguro-desemprego dos trabalhadores.

O pedido atende uma ação da Procuradoria Regional do Trabalho após os empregados da Iesa terem concordado com o parcelamento das rescisões contratuais. Desde a semana passada, um de trabalhadores permanece na sede da empresa, em Charqueadas, para pressionar pelo pagamento dos salários em aberto, 13º e dissídio trabalhista.


Nesta segunda-feira, 15, a Petrobras já havia acenado com a possibilidade de pagamento com garantia dada pela presidente da estatal, Graça Foster, em reunião realizada no Rio de Janeiro, recuando um dia depois.


A Petrobras rescindiu com a Iesa em função do descumprimento de um contrato de R$ 800 milhões para construção de 16 módulos para plataformas de petróleo na fabrica de Charqueadas. Problemas financeiros tiveram início ainda em 2013, quando a planta foi instalada. Desde lá, ocorreram atrasos na entrega, além de atraso nos salários de funcionários e fornecedores.

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