Justiça libera dois presos da Operação Lava Jato

Para o Ministério Público, funcionários da Mossack Fonseca tiveram participação pequena nos crimes dos quais a empresa é acusada

Julio Cesar Lima, O Estado de S. Paulo

31 de janeiro de 2016 | 20h04

CURITIBA - Dois funcionários da Mossack Fonseca, empresa especializada na abertura de offshore e investigada na fase 'Triplo X' da Operação Lava Jato, deixaram a cela da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, às 18 horas deste domingo, quando o prazo de prisão temporária de ambos expirou. Para o Ministério Público, Ricardo Honório Neto e Renata Pereira Brito tiveram participação pequena nos crimes dos quais a Mossack Fonseca é acusada.

Já a publicitária Nelci Warken, também presa na fase 'Triplo X', teve sua prisão temporária renovada por mais cinco dias. Segundo a Justiça, há fortes indícios de que Nelci tenha ocultado a propriedade de bens. 

Os principais suspeitos de comandarem a Mossack Fonseca, Maria Mercedes Riano Quijano e Luiz Fernando Hernandez Rivero, também possuem mandados de prisão temporária e permanecem foragidos. 

"Renata Pereira de Brito e Ricardo Honório Neto, em princípio, são co-autores secundários ou de menor participação dos crimes imputados, sendo os reais controladores da Mossack Fonseka Maria Mercedes Riano Quijano e Luiz Fernando Hernandez Rivero, que também possuem mandados de prisão temporária, permanecem em local desconhecido", instrui o despacho do MPF.

A fase 'Triplo X' da Operação Lava Jato foi deflagrada na manhã de quarta-feira e tem entre os investigados a Mossack Fonseca, que teria montado offshores. Segundo a PF, esta fase apura “a existência de estrutura destinada a proporcionar a investigados na operação policial a abertura de empresas off-shores e contas no exterior para ocultar ou dissimular o produto dos crimes de corrupção, notadamente recursos oriundos de delitos praticados no âmbito da Petrobrás”.

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