Justiça impede ida de altar barroco para NY

O desembargador federal Ridalvo Costa, do Tribunal Regional Federal (TRF-5ª Região), negou recurso impetrado pela BrasilConnects, requerendo autorização para o embarque do altar-mor da Igreja do Mosteiro de São Bento de Olinda para Nova York. O altar, peça barroca do século XVIII, é a principal atração da mostra "Brasil de Corpo e Alma", promovida pela BrasilConnects, que será inaugurada em outubro no Museu Guggenheim, naquela cidade.O embarque de uma parte do altar, previsto para ontem à noite, foi suspenso por ação judicial impetrada pelo Ministério Público Federal, como forma de proteger o patrimônio, diante da insegurança gerada pelos ataques e ameaças terroristas nos Estados Unidos. O juiz da 1ª Vara do TRF, Roberto Nogueira, concedeu a liminar, numa decisão confirmada pelo desembargador. Segundo Nogueira, "o Ministério Público evidenciou a situação de risco e que o seguro do altar-mor não cobriria perdas ou danos devido a guerra, hostilidade ou insurreição".O Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural (Iphan), o Mosteiro de São Bento e a BrasilConnects entrarão, juntos, com um recurso para tentar liberar a peça. Um acordo entre as três entidades, realizado em novembro do ano passado, permitiu a restauração do altar-mor, que levou sete meses e custou R$ 692,8 mil reais. A peça é de cedro, ornamentada com talha dourada, pesa 13 toneladas e tem 13,80 metros de altura, 7,80 metros de largura e 5,70 metros de profundidade. Devido ao seu peso e tamanho, foi desmontado e viajaria em duas etapas.

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