Denis Ferreira Netto/ESTADÃO
Denis Ferreira Netto/ESTADÃO

Justiça Federal ouve testemunhas de ação contra OAS

É o terceiro dia seguido de depoimentos das testemunhas de acusação nas ações penais decorrentes da 7ª etapa da Lava Jato, que prendeu executivos das principais empreiteiras do País

Julio Cesar Lima, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

04 Fevereiro 2015 | 13h40

Curitiba - A Justiça Federal em Curitiba (PR), volta a ouvir nesta quarta-feira, 4, os depoimentos do delegado da Polícia Federal, Márcio Anselmo, dos executivos da Toyo Setal, Augusto Mendonça e Julio Camargo, que fizeram acordo de delação premiada, além da contadora Meire Pozza e de Leonardo Meireles, apontado como testa de ferro de Youssef. Eles depõem a partir das 14h na ação contra a cúpula da empreiteira OAS, acusada de pagar R$ 29 milhões de propina para os ex-diretores da Petrobrás, Paulo Roberto Costa e Renato Duque

Nos dias anteriores os depoentes, todos arrolados como testemunhas de acusação pelo Ministério Público, falaram sobre as relações da estatal com a empresa Engevix, além de detalhes sobre as negociações do doleiro Alberto Youssef, políticos e o clube das empreiteiras.


Cúpula. A ação contra a OAS, que está entre as principais empreiteiras do País, acusa a cúpula da empresa de participar do esquema de desvios de dinheiro na estatal. Dentre os alvos está o presidente da companhia, José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, que está preso desde 14 de novembro sob acusação de integrar o “esquema criminoso” de cartelização, corrupção e propinas que se instalou na Petrobrás, segundo a Procuradoria da República.

Além de Léo Pinheiro, outros 8 acusados foram denunciados na ação da OAS - o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, Waldomiro de Oliveira, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Mateus Coutinho de Sá Oliveira, José Ricardo Nogueira Breghirolli, Fernando Augusto Stremel Andrade e João Alberto Lazzari. Desses, seis estão presos, entre eles Léo Pinheiro.

A denúncia da Procuradoria da República mostra que a OAS “logrou sair vencedora, em consórcio com outras empreiteiras, em obras contratadas pela Petrobrás referentes à Refinaria Getúlio Vargas (REPAR) e à Refinaria Abreu e Lima (RNEST)”.

Na denúncia, os executivos da OAS, Youssef e seus operadores e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa são acusados por terem praticado 20 atos de corrupção e 14 de lavagem de dinheiro. Só pelos contratos da OAS com a Diretoria de Abastecimento da Petrobrás, entre 2004 e 2012, o Ministério Público Federal almeja o ressarcimento de R$ 213 milhões, referente aos 3% que eram desviados dos contratos.

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