Justiça emite 1ª condenação de envolvido no mensalão

A Justiça Federal condenou na segunda-feira, 30, o advogado Rogério Lanza Tolentino a 7 anos e 4 meses de prisão e pagamento de 3780 salários mínimos. Ele foi denunciado por lavagem de dinheiro e é o primeiro condenado no inquérito do Mensalão.

PEDRO DA ROCHA, Agência Estado

01 de setembro de 2010 | 20h18

O juiz ainda decretou a retomada de bens do advogado congelados em fevereiro de 2008, bem como a interdição do réu para o exercício de cargo ou função pública pelo prazo de 14 anos e oito meses. Tolentino era advogado da SMPB&Comunicação, empresa na época pertencente a Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de ser o principal operador do suposto esquema de compra de votos de congressistas.

O relator da ação penal do Mensalão foi o ministro do STF, Joaquim Barbosa. O tribunal desmembrou o caso em diversos inquéritos que estão sendo julgados nos Estados de origem dos crimes. Essa condenação foi executada pelo juiz da 4ª Vara Federal de Minas Gerais, Alexandre Buck Medrado Sampaio.

Denúncia

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas, a lavagem de dinheiro foi feita para ocultar a origem dos valores movimentados pela ''organização criminosa'' responsável pelo esquema. Os recursos teriam sido obtidos a partir da prática de crimes contra a administração pública e o Sistema Financeiro Nacional.

Segundo o ministro Joaquim Barbosa, Tolentino "atuava como verdadeiro braço direito de Marcos Valério, acompanhando-o em reuniões com outros acusados, indo à sede de empresas aparentemente envolvidas no suposto esquema de lavagem de dinheiro e inclusive fazendo repasses de dinheiro através de sua empresa, Lanza Tolentino & Associados".

Na denúncia, o MPF relata que a conduta criminosa teria tido início em maio de 2002, quando foi depositada na conta corrente de Rogério Tolentino um cheque no valor de R$ 128 mil emitido pela SMP&B Comunicação Ltda, e continuou até agosto de 2005.

Nesse período, segundo a denúncia, quantias foram movimentadas através das contas do acusado, por meio de operações bancárias efetuadas pela própria SMP&B e pela instituição financeira Banco Rural.

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