Justiça Eleitoral não investe em política de confronto, diz TRE

Presidente do TRE-RJ volta a falar sobre segurança nas eleições e diz que comunidades rejeitam confronto

da Redação

31 Julho 2008 | 18h46

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) reiterou, na tarde desta quinta-feira, 31, que a Justiça Eleitoral é responsável pela segurança jurídica da competição eleitoral, enquanto a garantia de ir e vir e a proteção do cidadão cabem às forças de segurança do Estado. "Na reunião que realizamos em Brasília, o posicionamento sereno do presidente do TSE, ministro Ayres Britto, foi no sentido de assegurar a regularidade do processo eleitoral", disse. Ele insistiu que a Justiça Eleitoral investe numa política de inteligência e não de enfrentamento. "Também as comunidades rejeitam o confronto. Temos notícias de que os moradores se mobilizam pela abertura da campanha e vêm colocando faixas de que todos os candidatos são bem-vindos", revelou.   Veja também: Candidatos reagem a 'currais' do tráfico e milícias no Rio Tarso quer PF para apurar atuação do tráfico em eleição no Rio No Rio, candidata faz campanha com escolta Deputado suspeito de ligação com milícias é preso no Rio Conheça os candidatos nas principais capitais  Calendário eleitoral das eleições deste ano  Especial tira dúvidas do eleitor sobre as eleições    Veja as regras para as eleições municipais     Demonstrando confiança no trabalho iniciado pela Polícia Federal, o desembargador Wider anunciou que no dia 11 de agosto, às 11 horas, o presidente do TSE,  o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, voltam a se reunir, agora no Rio, para avaliar o êxito das investigações. "Espero que tenhamos resultados objetivos em mãos, com nomes de quem é beneficiado pela atuação das milícias e do narcotráfico, para que possamos barrar essas candidaturas", explicou. Sobre a requisição de forças federais para o Rio, Wider manifestou-se contrariamente, mas admitiu rever a posição. "O trabalho em equipe exige ceder. Ao presidente do TSE, ministro Ayres Brito, cabe decidir a questão", disse.

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