Justiça determina que Iruan volte ao Brasil

Um tribunal de primeiro grau de Kaohsiung, em Taiwan, determinou nesta sexta-feira que o menino Iruan Ergui Wu, de sete anos, deve voltar para o Brasil. A ação foi encaminhada pela avó do garoto, Rosa Leocádia Ergui, que mora em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, e disputa a guarda com um tio da criança que vive em Taiwan e pode recorrer às instâncias superiores contra a sentença inicial. A família brasileira de Iruan recebeu a confirmação da notícia pelo representante comercial do Brasil em Taiwan, Paulo Antônio Pereira Pinto, no início da madrugada.O caso de Iruan tornou-se um drama internacional. Ele nasceu em Porto Alegre e é filho da brasileira Marisa Tavares Ergui e do marinheiro chinês Teng-Shu Wu, que nunca viveram juntos. Em 1998, a mãe morreu de leucemia e a criança passou a ser criada pela avó. Levado por Rosa Leocádia, Iruan encontrava o pai duas vezes por ano no porto de Montevidéu. Em março de 2001, com permissão da avó, Wu levou Iruan para Taiwan para apresentá-lo aos familiares orientais. Mas o marinheiro morreu logo depois da viagem e seu irmão, Huer Eam Wu, decidiu ficar com o sobrinho.Desde então desenrola-se a batalha judicial pela tutela do garoto. O tio de Iruan tem prazo de 20 dias para apresentar recurso. Mas a primeira vitória animou a família brasileira, sobretudo pela informação repassada por advogados de que dificilmente as instâncias superiores contradizem a sentença inicial na Justiça taiwanesa. ?Acreditamos que o primeiro resultado vai prevalecer?, diz Adir Ferreira Alves, tio do menino, que espera uma solução definitiva para o caso até o final do ano.

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