Justiça decreta prisão de espião inglês

O espião inglês William Goodall, que trabalha para a empresa americana Kroll no Brasil, está com prisão decretada pela Justiça Federal, segundo investigadores que trabalham no caso. Ele seria o principal homem da empresa no País e o chefe do português Tiago Verdial, preso no sábado pela Polícia Federal (PF), acusado de espionar autoridades brasileiras em um caso envolvendo a Brasil Telecom e Telecom Italia. Ontem, o presidente da República em exercício, José Alencar, disse que a investigação da Kroll para a Brasil Telecom pode estar "servindo a interesses subalternos". Ele disse ser favorável a toda investigação de forma transparente, "mas espionagem não podemos aplaudir". Segundo investigadores, o banqueiro do Opportunity Daniel Dantas e a executiva da Brasil Telecom Carla Cico devem prestar depoimento em breve. O vice-presidente de segurança da Telecom Italia, Angelo Jannone acusou os dois de intermediarem as ações de Verdial, que interceptou e-mails e telefonemas de autoridades como o presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, e o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Luiz Gushiken. Alvo principalApesar da prisão de Verdial, o principal alvo dos investigadores era William Goodall, ex-oficial do serviço de inteligência britânica que atuava no País com nome falso, e seria o representante da Kroll no Brasil. Segundo um investigador, a Kroll "é uma polícia paralela e ilegal; com mais poder do que a PF". Jannone afirmou que Verdial pretendia se infiltrar na Telecom Italia e ofereceu seus serviços. Ele foi chamado para uma reunião, que Jannone gravou. Uma cópia da gravação foi entregue à PF, com relatórios de investigações da Kroll.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.