Justiça decreta ilegalidade da greve dos professores em AL

O juiz da 18ª Vara Civil do Fórum de Maceió, Cláudio José Gomes Lopes, decretou nesta segunda-feira a ilegalidade da greve dos professores e demais trabalhadores da educação de Alagoas, que já dura 41 dias. De acordo com magistrado, caso a categoria não retorne imediatamente ao trabalho, a partir dessa terça-feira, 27, os servidores terão o desconto dos dias de paralisação, além de multa diária de R$ 10 mil, a ser paga pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Estado de Alagoas (Sinteal). A decisão do magistrado, favorável à ação ajuizada pelo governo do Estado, será contestada pelo Sinteal. Segundo o advogado do Sindicato, Narciso Fernandes, a categoria irá analisar o parecer do juiz e definir as medidas jurídicas a serem adotadas, mas a decisão de recorrer da liminar já foi definida. Quanto às medidas políticas, o advogado informou que a categoria vai definir os novos rumos da greve em assembléia geral, na terça, às 9 horas, no Clube Fênix Alagoano, em Maceió. A greve dos professores teve início no dia 17 de janeiro, quando o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) publicou o decreto 3.555/2007, que suspendeu o pagamento da isonomia da categoria, conquistada em abril de 2006. Após várias rodadas de negociações e a ocupação do prédio da Secretaria de Educação por quase duas semanas, por parte dos grevistas, o governo aceitou devolver 60% da isonomia e negociar a devolução dos 40% restantes a partir de setembro, mas os servidores não aceitaram. Nesta manhã, durante a solenidade de posse do delegado Bergson Toledo como superintendente da Polícia Federal de Alagoas, o governador Teotônio Vilela foi mais uma vez questionado sobre a greve da educação, que está prejudicando cerca de 320 mil alunos do ensino fundamental e médio. Irritado com o questionamento, Vilela disse apenas que espera que os servidores retornem ao trabalho para acabar com a crise. Segundo ele, o governo já ofereceu à categoria tudo que poderia oferecer.

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