Justiça decide pedido de despejo de sem-terra em Alambari

A justiça deve decidir o destino dos 740 integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) que, desde sábado, ocupam a Fazenda Santa Isabel, em Alambari, na região de Sorocaba. O pedido de reintegração de posse com liminar de despejo será feito no Fórum de Itapetininga, sede da comarca. O juiz fixará também o prazo da desocupação, determinando, se necessário, o uso de força policial. Os sem-terra vão contestar a reintegração de posse, mas não pretendem resistir ao despejo, caso seja determinado pelo juiz. "Nossos advogados estão acompanhando tudo", disse Maria Rodrigues, de 42 anos, uma das coordenadoras do acampamento. Eles podem transferir-se provisoriamente para um dos cinco assentamentos existentes na região ou realizar nova invasão. A coordenadora disse que o MST dispõe de informações sobre outras fazendas consideradas improdutivas. Os irmãos Adriano Guitte e Antonio Guitte Neto, donos da Santa Isabel, pretendiam ter entrado ontem com o processo de reintegração, mas Neto estava viajando e não tinha chegado a tempo de assinar os documentos. A principal alegação é de que as terras são produtivas e as 450 cabeças de gado, privadas dos 240 hectares de pastagens tomados pelos sem-terra, correm o risco de perecer. Outra parte da fazenda é cultivada com milho, mandioca e feijão guaí, também conhecido como feijão de corda. Funcionários e meeiros da fazenda foram barrados pelos militantes do MST que controlam o portão de entrada. Eles queriam entrar para cuidar das lavouras, mas foram impedidos. O administrador Décio Aguillera ameaçou chamar a Polícia Militar e o impasse foi contornado.

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