Justiça de SP decide futuro de processo contra coronel Ustra

Último voto do desembargador pode definir continuidade ou extinção da ação por tortura e assassinato

da Redação,

22 de setembro de 2008 | 18h49

Na terça-feira, 23, o último desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo irá se pronunciar sobre o recurso dos advogados do coronel reformado do Exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi paulista acusado de torturar e assassinar o jornalista Luiz Eduardo Merlino em 1971.  O voto de Hamilton Elliot Akel decidirá sobre a continuidade do processo aberto pela irmã do jornalista, Regina Merlino Dias de Almeida, e por sua ex-mulher, Angela Mendes de Almeida. A ação visa apenas o reconhecimento de que o militar reformado é responsável pela morte de Merlino. Se Akel decidir pela procedência do recurso, o processo será extinto.Já votaram o relator Luiz Antonio Godoy, que decidiu pela validade do recurso, e o desembargador Carlos Augusto de Santi Ribeiro, que decidiu por uma negativa ao recurso.  Ustra, conhecido como coronel Tibiriçá, é o primeiro oficial acusado de tortura pelos crimes cometidos na ditadura a ser julgado no país. Ele foi comandante do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) entre 1970 e 1974. Além desse, o coronel reformado responde a outro processo sob acusação de tortura.  Merlino era jornalista e trabalhou no Jornal da Tarde e na Folha da Tarde. Era também militante do Partido Operário Comunista (POC).

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