Justiça de MT aceita denúncia contra 'aloprados'

Militantes petistas foram acusados de tentar comprar um dossiê contra Serra e Alckmin

FÁTIMA LESSA, Agência Estado

19 Junho 2012 | 19h13

CUIABÁ - Seis anos após o escândalo do dossiê antitucano, o juiz da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal em Mato Grosso, Paulo Cézar Alves Sodré, aceitou denúncia oferecida pela Procuradoria da República no Estado contra nove envolvidos no que ficou conhecido nacionalmente como o caso dos "aloprados".

A denuncia foi oferecida pelos procuradores Douglas Santos Araújo, Ludmila Bortoleto Monteiro e Marcellus Barbosa Lima. Consta na lista dos réus Gedimar Pereira Passos, Valdebran Carlos Padilha, Jorge Lorenzetti, Expedito Afonso Veloso, Osvaldo Bargas, Hamilton Feitosa Lacerda, Fernando Manoel Ribas Soares, Sirley da Silva Chaves e Levy Luiz da Silva Filho.

O advogado de um dos principais envolvidos, Valdebran Padilha, disse que os crimes que constam nos autos "não condizem com a realidade". O advogado espera a citação do seu cliente para "fazer uma análise e entrar com eventual impetração de um habeas corpus requerendo o trancamento da ação".

Dossiê

Militantes petistas foram acusados de tentar comprar um dossiê contra o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e Geraldo Alckmin, candidato à Presidência na época. O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de ''aloprados'' os petistas que participaram do episódio. O caso tentava ligar os tucanos candidatos com a Máfia dos Sanguessugas, esquema de venda superfaturada de ambulâncias para prefeituras e órgãos públicos em 2006.

Dois dos agora réus foram presos pela Polícia Federal na madrugada do dia 15 de setembro de 2006 em um hotel próximo ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Com eles os policiais apreenderam dólares e reais, no total de R$ 1,7 milhão. No quarto do hotel estavam o empreiteiro em Mato Grosso Valdebran Padilha, que era filiado ao PT e foi preso em flagrante com o então assessor da campanha à reeleição do presidente Lula, Gedimar Passos. Na ocasião, eles disseram à polícia que se encontraram para negociar um dossiê contra o PSDB.

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