Justiça condena hospital a pagar indenização por erro

A Justiça de São Paulo concedeu liminar favorável ao professor de artes marciais André Mamatov Lipowski, vítima de um erro médico, obrigando o hospital São Luiz a depositar quantia necessária ao tratamento psiquiátrico do professor, bem como a compra de medicamentos e pagamento de despesas médico-hospitalares.André, de 24 anos, foi vítima de um erro médico - considerado irreversível por uma junta de sete especialistas - cometido em novembro de 1996. Uma equipe médica do São Luiz que atendia o rapaz, que sofreu um acidente automobilístico - esqueceu um fio guia de cateter metálico, de mais de um metro de comprimento, no interior de seu sistema cardiovascular.Essa é a segunda liminar contra o São Luiz. A primeira foi concedida em outubro pelo Tribunal de Justiça, que condenou o hospital a pagar pensão mensal provisória de cinco salários mínimos. André Mamatov queixou-se que, se não fosse o auxílio de seus familiares, "estaria passando fome". Isso porque o hospital São Luiz até hoje não nada depositou para garantir a sua sobrevivência. Barrado nos exames médicos quando procura emprego, o professor está impossibiliatado de trabalhar.A nova liminar foi concedida pela juíza Berenice Marcondes Cesar, da 4ª Vara Cível , numa ação cautelar proposta pelo advogado Paulo Esteves. O tratamento psiquiátrico é recomendado pelos especialistas, pois André entrou em crise quando a junta médica constatou que o fio não pode ser removida por cirurgia, sob o risco de matar o paciente. Recomendou ainda tratamento médico permanente para prevenir trombose venosa, endocardite infecciosa e perfuração vascular.A equipe do hospital São Luiz responsável pelo erro médico responde a inquérito, além de processo administrativo instaurado no Conselho Regional de Medicina.

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